segunda-feira, 18 de junho de 2012

Audiência na Câmara discutirá a morte de angolana

dia 28, às 11h, na Câmara Municipal de São Paulo

CAMARA Portal

Audiência na Câmara para discutir a morte de angolana

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Segurança Pública e Relações Internacionais realizará uma audiência pública no próximo dia 28, às 11h, na Câmara Municipal de São Paulo, para ouvir as entidades que estão investigando o assassinato de uma jovem angolana na região central do município.

O crime aconteceu em maio, em um bar localizado no Brás. Segundo testemunhas, Zulmira de Souza Borges Carvalho, 26, estava no estabelecimento com amigos quando um grupo de brasileiros começou a insultar os angolanos. Após a discussão, um homem teria voltado e disparado os tiros contra o grupo de estrangeiros.

Para ajudar no caso, um grupo de amigos da jovem participou nesta quinta-feira da reunião da Comissão de Defesa dos Diretos Humanos para pedir ajuda aos parlamentares. “Estamos indignados com o que aconteceu e viemos até aqui para que os vereadores nos ajudem a brigar por justiça”, afirmou o amigo da vítima Marseu de Carvalho.

A vice-presidente da comissão, vereadora Juliana Cardoso (PT), sinalizou sobre a necessidade de ações para combater o racismo. “Queremos ouvir todas as instituições envolvidas no caso para acelerar as investigações. Não podemos permitir esse tipo de comportamento das pessoas”, disse.

Serão convidados para participar da audiência pública o Ministério Público, Secretaria de Segurança do Estado, Embaixadas brasileira e angolana, Assembleia Legislativa, Delegacia de Crimes Raciais e União dos Estudantes de Angola.

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_content&view=article&id=10700:comissao-marca-audiencia-para-discutir-morte-de-angolana&catid=34:comissoes&Itemid=91

Robson 1.978 + Zulmira 2.012

 

Matam jovens todos os dias.

INDIGNE-SE! PARTICIPE, Apoie, COMPARTILHE, COMPAREÇA.

1- Dia 21às 16 horas no Páteo do Colégio–Ato Político

2- Dia 22 às 18 horas Ato pluri-ecumênico, na Rua Riachuelo, n. 268 – Centro.

Robson Zulmira

Um dia mataram Zulmira que era angolana

 

DSC00138

“Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu.
Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram
meu outro vizinho que era comunista.
Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram
e levaram meu vizinho católico.
Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram;
já não havia mais ninguém para reclamar...”

Martin Niemöller - 1933 - Símbolo da resistência aos nazistas.

 

Um dia mataram Zulmira que era angolana

Como matam tantos jovens negros brasileiros

Indignado me importei

Colagem Ato Zulmira 3

'Mapa do crime' será com participação dos moradores da capital.

    11/03/2011 19h13 - Atualizado em 05/04/2011 18h48

    Indique locais onde ocorreram roubos e latrocínios em SP

    'Mapa do crime' será montado com participação dos moradores da capital.
    Ponto de partida são os endereços onde universitários morreram.

    VEJA O MAPA INTERATIVO EM:

    http://g1.globo.com/sao-paulo/noticia/2011/03/indique-locais-onde-ocorreram-roubos-e-latrocinios-em-sp.html

     

    A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo usa, há mais de dez anos, um sistema informatizado com os dados dos boletins de ocorrência, que viram um mapa do crime. As informações, no entanto, não estão à disposição da sociedade, pois são consideradas sigilosas. O SPTV e o G1 também vão elaborar um mapa, mas com a participação de quem já foi assaltado na capital. No mapa, serão destacados os endereços onde houve casos de roubo e latrocínio.

    Para indicar um local, acesse a página Fale Conosco. A indicação será colocada posteriormente no mapa pela equipe de reportagem. IMPORTANTE: no texto, relate o que aconteceu com você, um parente ou amigo, escreva o endereço e quando o crime aconteceu. Deixe também o seu telefone para contato. Abaixo do mapa, veja um exemplo de como fazer a indicação.

    Exemplo de indicação de crime: o estudante Nicholas Marins Prado, de 20 anos, foi assassinado na sexta-feira, 4/3, na Rua França Pinto, Zona Sul da capital paulista. Ele aguardava a chegada de amigos quando um homem armado o abordou.

    segunda-feira, 11 de junho de 2012

    DIREITOS HUMANOS da CÂMARA: Repudio a prática de racismo no Brás!

    Assassinato da estudante Angolana Zulmira de Souza Borges Cardoso

    NOTA DE REPÚDIO

    Assassinato da Estudante Angolana Zulmira de Souza Borges Cardoso

    A COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS da CÂMARA DOS DEPUTADOS- CDHM , repudia veementemente a prática de racismo ocorrida no último dia 23 de maio, em um bar da Rua Cavalheiro, no Bairro do Brás em São Paulo - capital, e cujo desdobramento culminou no assassinato da Estudante Angolana ZULMIRA DE SOUZA BORGES CARDOSO e no ferimentos de mais três angolanos.

    A África, nossa Terra – Mãe, tem sido espoliada de toda dignidade e riqueza ao longo de sua História. Seus povos tem sido subjugados pela miséria não obstante sua riqueza. O Brasil tenta contribuir para o desenvolvimento das diversas nações daquele continente, em reconhecimento ao papel que milhares de seus filhos tiveram e tem na evolução de nosso país, ainda que inicialmente submetidos à cruel escravidão.

    Não pode haver retrocesso na política implementada pelo Governo Brasileiro ao abrir as portas do nosso país aos nossos irmãos Africanos. Aqui eles vem obter conhecimentos tecnológicos para se instrumentalizarem e erradicarem a miséria, a fome de pão e de dignidade de seus povos. Serão sempre bem-vindos esses personagens que buscam transformar o mundo em um lugar melhor para se viver.

    A CDHM companhará de perto as investigações desses crimes bárbaros e cobrará das autoridades competentes a investigação e o devido processo legal do caso em tela. Que os autores dessas atrocidades respondam aos seus crimes e sejam lembrados como atores de um fato doloroso e execrável mas não suficientemente forte para destruir as pontes de fraternidade construídas entre Afro-Brasileiros.

    Brasília - DF, 28 de Maio de 2012

    DOMINGOS DUTRA

    Presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias

    Deputado Federal (PT/MA)

    http://www2.camara.gov.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/cdhm/noticias/assassinato-da-estudante-angolana-zulmira-de-souza-borges-cardoso

    Reunião da Articulação Justiça por Zulmira

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    Convocatória

    III Reunião da Articulação Por Justiça diante do Assassinato da estudante angolana Zulmira

    (13/06 – 17h Câmara Municipal)

    O assassinato no bairro do Brás/SP da estudante angolana Zulmira nos chocou. Outros três imigrantes angolanos foram baleados, após agressões  verbais de cunho racista.

    Entidades negras, movimentos sociais e de imigrantes organizarão ações conjuntas exigindo das autoridades Justiça para o caso de Zulmira e políticas públicas sérias ligadas aos imigrantes no Brasil e contra a discriminação racial. Não vamos deixar o caso cair no esquecimento. Vamos organizar um ato público e atividades conjuntas na semana que se completa 30 dias do triste fato.

    Esse convite é aberto a todas as entidades, artistas, grupos culturais, ativistas solidários e sindicatos que queiram participar da Articulação.

    Próxima reunião dia 13/6, às 17h,

    na Câmara Municipal – Sala Tiradentes, 8º. Andar

    sexta-feira, 8 de junho de 2012

    Sou Negro porque encaro minhas origens

     

    Negro

    Não precisa ter cor, nem raça, nem etnia.
    É preciso amar
    É preciso respeitar
    Não sou negro porque minha pele é negra
    Não sou negro porque tenho cabelo embolado de “pixain”
    Não sou negro porque danço a capoeira
    Não sou negro porque vivo África
    Não sou negro porque canto reggae.
    No sou negro porque tenho o candomblé como minha religião
    Não sou negro porque tenho Zumbi como um dos mártires da nossa raça.
    Não sou negro porque grito por liberdade
    Não sou negro porque declamo Navio Negreiro
    Não sou negro porque gosto das músicas de Edson Gomes,
    Margareth Menezes ou Cidade Negra.
    Não sou negro porque venho do gueto.
    Não sou negro porque defendo as ideias e Nelson Mandela
    Não sou negro porque conheço os rituais afro.
    Sou negro porque sou filho da natureza
    Tenho o direito de ser livre.
    Sou negro porque sei encarar e reconhecer as minhas origens.
    Sou negro porque sou cidadão.
    Porque sou gente.
    Sou negro porque sou lágrimas
    Sou negro porque sou água e pedra.
    Sou negro porque amo e sou amado
    Sou negro porque sou palco, mas também sou plateia.
    Sou negro porque meu coração se aperta
    Desperta,
    Deseja,
    Peleja por liberdade.
    Sou negro na igualdade do ser
    Para o bem à nossa nação.
    Porque acredito no valor de ser livre
    Porque acredito na força do meu sangue numa canção que jamais será calada.
    Sou negro porque a minha energia vem do meu coração.
    E a minha alma jamais se entrega não.
    Sou negro porque a noite sempre virá antecedendo o alvorecer de um novo dia.
    Acreditando num povo afro-descendente que ACORDA, LEVANTA E LUTA.

    Genivaldo Pereira dos Santos Floresta Azul - BA.