quinta-feira, 10 de abril de 2014

Brasil conspirou com EUA para derrubar Allende

Os presidentes norte-americano Richard Nixon e brasileiro Emilio Garrastazu Médici discutiram em dezembro de 1971 como cooperar para derrubar ao mandatário chileno Salvador Allende, segundo documentos oficiais da Casa Branca desclassificados e publicados em 17/08/2009.

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Brasil e EUA discutiram ação para derrubar Salvador Allende, apontam documentos americanos

Posse de Allende 2

Posse do Presidente Allende outubro 1970
Nixon-Médici 1971

Nixon perguntou a Médici, em um encontro na Casa Branca em 9 de dezembro de 1971, se os militares chilenos eram capazes de derrubar Allende. Médici respondeu que sim, em sua opinião, e "deixou claro que o Brasil estava trabalhando com esse objetivo", anota o documento, que foi desclassificado em julho, como obriga uma lei de documentos oficiais norte-americanos. O Arquivo Nacional de Segurança, um grupo privado, postou o documento em seu site em 2009.

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Nixon (dir.) perguntou a Médici se os militares chilenos eram capazes de derrubar a Allende

Nixon deu seu consentimento a essa suposta política brasileira de desestabilização no Chile, onde Alende havia ascendido ao poder havia pouco mais de um ano.

Pinochet e Alende

General Pinochet chefe das Forças Armadas e o Presidente Allende

O golpe de Estado liderado pelo general Augusto Pinochet aconteceu quase dois anos depois, em 11 de setembro de 1973.
"O presidente (Nixon) disse que era muito importante que o Brasil e os Estados Unidos trabalhassem estreitamente nesse campo", acrescenta o documento.
Nixon pediu a Médici, presidente militar brasileiro desde 1969, que lhe dissesse em o que poderia ajudá-lo. "Se faltasse dinheiro ou outra ajuda discreta, talvez poderíamos colocá-la a sua disposição", disse Nixon.

 

Castro e Allende

Fidel Castro e Salvador Allende em Santiago, novembro de 1971

Estados Unidos e Brasil, disse Nixon a seu convidado brasileiro, "devem tentar prevenir novos Allendes e Castros e tentar inverter essas tendências onde for possível". O Brasil, como um país sul-americano, "poderia fazer muitas coisas que os Estados Unidos não poderiam" na região, comentou Nixon durante o encontro no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.

Apoio nos EU Nixon Medici
Médici disse que estava feliz por ver que as posições e pontos de vista brasileiro e americano eram tão parecidos. O presidente brasileiro acrescentou que o Brasil estava fazendo intercâmbio com muitos oficiais chilenos e deixando claro "que o Brasil estava trabalhando para esse fim".
O golpe de Estado de Pinochet contra Allende pôs fim ao primeiro governo de inspiração socialista que chegava ao poder através das urnas na América Latina e deu início a uma ditadura que causou mais de 3 mil vítimas, segundo dados oficiais, entre executados e desaparecidos entre 1973 e 1990.
A respeito de Fidel Castro, Médici disse que um grande número de cubanos vivendo nos EUA reivindicavam a queda do regime de Castro, fazendo aumentar a questão sobre se "nós deveríamos ajudar ou não".

 

Bombardeio La Moneda

Bombardeio do Palácio “La Moneda” 11 de setembro de 1973 Chile

Nixon respondeu que "nós deveríamos, desde que não os empurremos a fazer algo que nós não poderíamos apoiar e desde que nossas mãos não pareçam".

Fontes: National Security Archive, EFE, da AP e UOL

Fotos internet

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Semana de luto em Ruanda: Genocidio de 1994

 

Genocídio de 1994 azeda relações entre a França e o Ruanda

 

 

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O verniz estalou. A França anulou a deslocação da sua ministra da Justiça ao Ruanda, para a cerimónia de evocação do genocídio de 1994, depois de o Presidente do país africano, Paul Kagame, ter acusado as autoridades de Paris e a Bélgica, antiga potência colonial, de participação nos massacres em que, há 20 anos, entre Abril e Julho, foram mortas cerca de 800 mil pessoas.

Numa entrevista publicada este domingo na revista Jeune Afrique – exactamente 20 anos após o derrube por um míssil do avião do então Presidente ruandês, o hutu Juvenal Habyarimana, a que se seguiu o início do genocídio – Kagame denunciou o “papel directo” dos dois países europeus na “preparação política do genocídio”. No caso da França foi mais longe, acusou-a de ter participado na sua “execução”.

Paul Kagame, à época líder dos rebeldes da Frente Patriótica Ruandesa, maioritariamente tutsis, acusou também soldados franceses participantes na operação militar-humanitária Turquoise, desencadeada em Junho de 1994, sob mandato das Nações Unidas, no Sul, de terem sido “cúmplices” e “actores” de massacres.

A entrevista confirma o que se sabia, que o apaziguamento entre os dois países e a reconciliação de 2010 – quando o então Presidente francês, Nicolas Sarkozy, reconheceu “graves erros de apreciação” em 1994 – era apenas aparente. E que o genocídio de tutsis, mas também de hutus moderados, continua a envenenar as relações bilaterais.

O incidente é uma espécie de repetição do que aconteceu há dez anos, quando, na cerimónia oficial, em Kigali, Kagame atribuiu a Paris a “audácia de não pedir desculpa” e a delegação francesa encurtou a permanência no Ruanda. Já depois disso, o dirigente africano aludiu, em várias outras ocasiões, ao suposto envolvimento da França.

Na sequência das declarações do dirigente africano, a França cancelou a deslocação a Kigali da ministra da Justiça, Christiane Taubira, e disse que as palavras de Kagame surgem “em contradição com o processo de diálogo e de reconciliação”. Paris informou que se faria representar pelo seu embaixador em Kigali, mas o Governo ruandês declarou-o persona non grata nas cerimónias. “O Ministério dos Negócios Estrangeiros telefonou-me à noite para me dizer que eu já não tinha acrediração”, explicou à AFP o embaixador Michel Flesch. “Quando perguntei se podia ir ao memorial de Gisozi para colocar uma coroa de flores responderam-me que não”.

Ruanda 2

O ministro dos Negócios Estrangeiros da época, Alain Juppé, denunciou uma “falsificação histórica” e apelou ao Presidente, François Hollande, para “defender a honra da França”. Juppé considera que “a comunidade internacional falhou, é um facto”, porque foi “incapaz e prevenir e travar o genocídio” mas – acrescentou – “a comunidade internacional não é apenas a França”.

 

Já depois da reacção francesa, a ministra dos Negócios Estrangeiros do Ruanda, Louise Mushikiwabo, fez um sublinhado às declarações do seu Presidente. A França, que apoiava o regime em 1994, deve “olhar a verdade de frente”, disse.

A Bélgica manteve os planos iniciais, apesar de ter marcado a distância para com as autoridades de Kigali. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Didier Reynders, invocou à televisão RTBF as conclusões de um inquérito belga que atribuiu a preparação do genocídio a “grupos extremistas ruandeses” e confirmou que estará em Kigali para “lembrar a memória das vítimas e das suas famílias” e não para “prestar homenagem ao actual Governo”. Com ele viajaram familiares de 22 vítimas belgas – dez paraquedistas mortos a 7 de Abril de 1994 juntamente com Agather Uwilingiyimana, o primeiro-ministro ruandês que protegiam, e 12 civis.

Ruanda genocidio

Mistério por esclarecer
Duas décadas depois está por esclarecer quem disparou o míssil que derrubou o Falcon 50 que o Presidente francês, François Mitterrand, oferecera Habyarimana, e em que também morreu Cyprien Ntaryamira, Presidente do Burundi. Sabe-se apenas que foi a queda do avião e a morte do chefe de Estado que precipitou um genocídio antecedido por semanas de propaganda assente no ódio.

As investigações em França têm, como explicava no sábado o diário Le Monde, explorado diferentes hipóteses de autoria da queda do avião: dos então rebeldes de Kagame, em plena ofensiva contra o governo; a extremistas hutu, descontentes com disponibilidade de Habyarimana para partilhar o poder com os tutsis.

Após 6 de Abril de 1994 sucederam-se meses de violência sem limites. “A escala de brutalidade do Ruanda continua a chocar: uma média de 10.000 mortos por dia, todos os dias, durante três meses”, recordou, citado pela AFP, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, que estará em Kigali.

fonte: http://www.publico.pt/

VEJA MAIS IMAGENS EM http://www.publico.pt/mundo/noticia/genocidio-de-1994-azeda-relacoes-entre-a-franca-e-o-ruanda-1631250#/0

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Campos de Concentração Indígenas na Ditadura

Ditadura criou campos de concentração indígenas

Índios foram submetidos a trabalhos forçados e torturas. Reparação de crimes cometidos nas aldeias ainda é pouco debatida. Veja minidocumentário

De 1969 até meados da década de 1970, a Fundação Nacional do Índio (Funai) manteve silenciosamente em Minas Gerais dois centros para a detenção de índios considerados “infratores”. Para lá foram levados mais de cem indivíduos de dezenas de etnias, oriundos de ao menos 11 estados das cinco regiões do país. O Reformatório Krenak, em Resplendor (MG), e a Fazenda Guarani, em Carmésia (MG), eram geridos e vigiados por policiais militares sobre os quais recaem diversas denúncias de torturas, trabalho escravo, desaparecimentos e intensa repressão cultural. Os presos incluíam até mesmo indivíduos que lutavam contra a invasão de áreas hoje oficialmente reconhecidas como território indígena.

Muito pouco se divulgou sobre o que de fato acontecia nesses campos de concentração étnicos. Se a reparação dos crimes cometidos pela ditadura nas cidades brasileiras ainda engatinha, nas aldeias situação é ainda pior. Até hoje, nenhum índio ou comunidade indígena foi indenizado pelos crimes de direitos humanos ocorridos nesses locais. Nunca houve qualquer manifestação formal do Estado brasileiro reconhecendo a existência de tais crimes.

Por André Campos

Acusações de vadiagem, consumo de álcool e pederastia jogaram índios em prisões durante o regime militar; para pesquisadores, sociedade deve reconhecê-los como presos políticos

Minidocumentário originalmente publicado em junho de 2013 na reportagem Ditadura criou cadeia para índios com trabalho forçado e torturas, do Concurso de Microbolsas de Reportagem da Pública.

Fonte Reporter Brasil

segunda-feira, 31 de março de 2014

Movimento Negro e a Ditadura Militar

 

A partir dos anos 1960, a ditadura militar brasileira inviabilizou todas as manifestações de cunho racial. Os militares transformaram o mito da "democracia racial" em peça-chave da sua propaganda oficial, e tacharam os militantes (e mesmo artistas) que insistiam em levantar o tema da discriminação como "impatrióticos", "racistas" e "imitadores baratos" dos ativistas nos Estados Unidos que lutavam pelos direitos civis.

 

Ditadura Movimento Negro

Fundação do Movimento Negro Unificado, 1978 nas escadarias do Teatro Municipal em São Paulo, enfrentando o racismo em plena Ditadura Militar! Saudação e respeito aos lutadores que ousaram e resistem!

O movimento negro, enquanto proposta política, só ressurgiria realmente em 7 de Julho de 1978, quando um ato público organizado em São Paulo contra a discriminação sofrida por quatro jovens negros no Clube de Regatas Tietê, deu origem ao Movimento Negro Unificado Contra a Discriminação Racial (MNU). A data, posteriormente, ficaria conhecida como o Dia Nacional de Luta Contra o Racismo.

terça-feira, 25 de março de 2014

Holanda fecha prisões

Holanda vai fechar prisões por falta de criminosos.

Com o declínio da criminalidade na Holanda, várias prisões vazias estão sendo fechadas. Acordos estão sendo feitos com outros países para uso das prisões.

Um artigo publicado em 2009 coloca o problema das demissões dos funcionários das prisões. A Suécia também está fechando prisões, devido à queda da criminalidade.

Prisão holandesa

Prisão de Scheveningen.

“O Ministério da Justiça holandês anunciou que vai fechar oito prisões e cortar 1.200 postos de trabalho no sistema prisional. Um declínio na criminalidade tem deixado muitas celas vazias.

Durante a década de 1990 a Holanda enfrentou uma faltas de celas de prisão, mas um declínio no crime, desde então, levou a excesso de capacidade no sistema prisional. O país agora tem capacidade para 14.000 presos, mas apenas 12.000 detentos.

Holanda fecha prisões

Vice-ministro da Justiça Nebahat Albayrak anunciou nesta terça-feira que oito prisões será fechada, resultando na perda de 1.200 postos de trabalho.

Os funcionários serão realocados em outras funções.

O excesso de capacidade é resultado da taxa de criminalidade em declínio, o que o departamento de pesquisa do ministério espera continuar por algum tempo

Prisioneiros belgas

Adiamento do fechamento poderá vir de um acordo com a Bélgica, que enfrenta a superpopulação em suas prisões. Os dois países estão a trabalhar a um acordo para abrigar prisioneiros belgas em prisões holandesas. Alguns quinhentos prisioneiros belgas poderiam ser transferidos para a prisão Tilburg em 2010.”

Publicado em 19-05-2009

Fonte http://vorige.nrc.nl/international/article2246821.ece/Netherlands_to_close_prisons_for_lack_of_criminals

domingo, 23 de março de 2014

Tomada do forte paraguaio de Curapaiti

23 de março de 1868 – Guerra do Paraguai

Tomada do forte paraguaio de Curapaiti

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A participação da população negra

“A guerra do extermínio” ou “Genocídio Sul Americano”

Após dois anos impedindo o progresso das forças aliadas, o forte paraguaio de Curupaiti é tomado pelas forças lideradas pelo comandante-em-chefe do Exército brasileiro no Paraguai, o então Marquês de Caxias.

Os voluntários da pátria?!

A proporção racial dos combatentes brasileiros chama a atenção. Os bravos nobres “voluntários da pátria” enviavam seus escravos para o campo de batalha. Para cada combatente branco existiam pelo menos 45 negros ou afro-descendentes.

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Batalha do Curapaiti 1866

Uma Guerra Impopular - com escravos negros brasileiros, "voluntários da pátria" indo a ferros para o front. Corrupção deslavada ao início da Guerra do Brasil contra o Paraguai (levando Uruguai e Argentina pela mão contra seu irmão de língua espanhola).

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Soldado Zuavo da Bahia

A mobilização das companhias negras na Bahia (e em Pernambuco) durante a Guerra do Paraguai (1864-70). A organização dessas companhias racialmente segregadas era muito semelhante ao resto da mobilização brasileira, mas também remontava ao legado da milícia negra colonial e ao serviço dos seus integrantes na guerra pela Independência na Bahia. Muitos soldados e oficiais negros se distinguiram nos combates de 1866, mas o governo e o Exército brasileiros relutavam em aceitar a identidade racial implícita dessas unidades, e elas foram extintas antes do final daquele ano. Além de corrigir os muitos equívocos sobre os zuavos baianos repetidos com frequência na bibliografia acadêmica e popular, este artigo reflete sobre a complexidade da política racial na sociedade brasileira imperial e a visão negra do serviço ao Estado (e de cidadania) estreitamente ligado ao serviço militar.

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José Júlio Chiavenatto faz um balanço final de quem ganhou e quem perdeu com o massacre genocida perpetrado pelo Brasil, Argentina e Uruguai contra o Paraguai. A maior beneficiária - de longe - foi a Inglaterra.

Cadaveres paraguaios 

Mortos paraguaios

O Paraguai perdeu mais de 90% de sua população masculina com muitas mulheres e crianças escravizadas no Brasil, no Uruguai e na Argentina. Os países "vencedores" estavam tão endividados para com a Inglaterra que muito do que chamamos de "dívida externa", recentemente "internalizada" no Brasil e na Argentina por ordem do FMI, começa com aquela guerra impopular da chamada "Tríplice Aliança" contra a única Nação industrializada da América Latina.

Para muitos, notadamente o historiador Júlio José Chiavenato, o grande número de homens negros nas fileiras brasileiras evidencia uma política genocida propositalmente executada pelos comandantes que usavam esses soldados como bucha de canhão, especialmente depois do começo do recrutamento sistemático de escravos em fins de 1866

Fontes: Os companheiros de Dom Obá: Os zuavos baianos e outras companhias negras na Guerra do Paraguai - Hendrik Kraay

A Guerra contra o Paraguai - Julio José Chiavenatto

A participação dos negros escravos na guerra do Paraguai - André Amaral de Toral

sexta-feira, 14 de março de 2014

“Abdias: Raça e Luta” Documentário

 

Retratando a trajetória de Abdias do Nascimento, o documentário “Abdias: Raça e Luta” homenageia um dos pioneiros do movimento negro no Brasil.

Documentário Abdias

“Abdias: Raça e Luta”. O documentário retrata a trajetória do professor, artista plástico, escritor, teatrólogo, político e poeta Abdias Nascimento.
A indignação, que o acompanhou desde a infância, foi a válvula propulsora que o transformou em um guerreiro das políticas de inclusão das populações afrodescendentes. A história de Abdias confunde-se com a história do Movimento Negro no Brasil. Criador do Teatro Experimental do Negro, responsável pela formação dos primeiros atores e atrizes dramáticos negros, Abdias esteve presente nas principais ações em prol da igualdade racial. Ao longo de sua vida política conquistou vitórias que se refletem na atual Constituição Federal. Graças a discussões iniciadas por ele no Congresso Nacional, em 1988, a Carta contempla, pela primeira vez, a natureza pluricultural e multiétnica do país.

 


Com direção de Maria Maia e produção de Cristina Monteiro, “Abdias:Raça e Luta” é uma homenagem a um dos pioneiros do movimento negro no Brasil. O documentário conta com a participação de Luiza Bairros, Ministra Chefe da SEPPIR; de Eloi Ferreira de Araújo, presidente da Fundação Palmares; de Elisa Larkin Nascimento, diretora do Instituto de Pesquisas e Estudos Afro-Brasileiros – IPEAFRO – da atriz Ruth de Souza, entre outras personalidades.