quinta-feira, 7 de junho de 2012

Sociedade apoia os estudantes angolanos!

Tentativa de massacre racista contra estudantes angolanos no Brás.
clip_image002 Estudantes da Educafro pedem Justiça!

Zulmira Cardoso, mulher, negra, angolana. Assassinada com um tiro na testa por ser negra, estrangeira, africana, estudante com mestrado iniciando o doutorado de engenharia? Ódio e xenofobia. As testemunhas declaram, os angolanos estavam bebendo em um bar quando dois outros clientes, brasileiros, teriam xingado o grupo, como: “macacos”. “Vocês vieram de fora para tomar nosso lugar”. Houve uma discussão e os brasileiros foram embora. Cerca de 20 minutos depois, um dos brasileiros voltou, em um Gol prata, desceu do veículo e atirou contra o grupo de angolanos. Zulmira de Souza Borges Cardoso, 26, estudante de engenharia na Uninove, foi atingida na testa e morreu no local. Ela havia ido á um salão de beleza ao lado do bar. Celina Bento Mendonça, 34, grávida de cerca de oito meses, acabou ferida por dois tiros, um deles na barriga. Gaspar Armando Mateus, 27, foi baleado na perna. Renovaldo Manoel Capenda, 32, também foi atingido. Uma tentativa de massacre digna da Klu Klux Kla.
Um crime simbólico falando o que muitos preferem não ver: o Brasil é um país racista, machista e agora xenófobo. Muitos preferem acreditar que somos cordiais, uma democracia miscigenada, aberta para estrangeiros (europeus ou norte-americanos) e adoradores daqueles objetos de mulatas tipo exportação. Não é o primeiro crime contra imigrantes africanos ou haitianos.
Registramos nossa solidariedade com as comunidades de Angolanos e de Estudantes Angolanos no Brasil e somos favoráveis às mobilizações, protestos e pedidos de Justiça para esse caso, como o protesto ocorrido no Rio de Janeiro e de outros grupos organizados que denunciam o Genocídio da Juventude Negra Brasileira. A formação de uma frente contra crimes contra africanos, haitianos e africanos, uma postura antirracista e antiviolência.
A morte do jovem Robson Silveira da Luz e atos de racismos no Clube Tiete em São Paulo levou a sociedade brasileira em 1978, a protestar nas escadarias do Teatro Municipal de São Paulo, o Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial, caminhou até a Praça da Sé em plena Ditadura. Em 1987 os policiais assassinos foram condenados, pela pressão da Sociedade. O Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial transformou seu nome para Movimento Negro Unificado (MNU).
Houve uma manifestação de estudantes angolanos em frente à Embaixada de Angola no Rio. O Embaixador de Angola Nelson Cosme, comprometeu-se a providenciar assistência jurídica e assistência médica para os outros três cidadãos angolanos feridos.
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Frei David e o advogado dr.Hédio representando a família de Zulmira e a Embaixada de Angola no dia em que o corpo de Zulmira Cardoso seguia para Luanda – Angola.
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Bata da formatura da jovem engenheira assassinada.
Em São Paulo a organização educacional Educafro e a Aliança de Negros e Negros Evangélico do Brasil (ANNEB), uniram-se a setores de religiões de matrizes africanas num ato pluriecumênico. A manifestação com diversos representantes de entidades do movimento negro, dos estudantes angolanos em São Paulo. O presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa o deputado Adriano Diogo, a ex-vereadora Claudete Alves, e a vereadora Juliana Cardoso, participaram do ato. Foi recebido um telefonema do Senador Paulo Paim, propondo a Abertura de Audiência Pública no Senado, ao mesmo tempo houve a proposta da abertura de Audiências Publicas na ALESP (Assembleia Legislativa) e na Câmara Municipal de São Paulo.
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Um ato Pluri religioso realizado dia 29 de maio na sede da Educafro -

Após a cerimônia religiosa, vários participantes tomaram a palavra, salientando-se que o caso dos estudantes angolanos, não é o único caso contra africanos e haitianos, negros e estrangeiros, mas uma reação contra os jovens negros brasileiros que ocupam espaços nas universidades. Significativo quando o Supremo Tribunal Federal vota por 10 a Zero a constitucionalidade das Cotas Raciais.

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Nesse momento de tristeza e dor surge uma reação, contra esses atos. Será marcada uma nova manifestação perto do 30ª. dia do falecimento de Zulmira Cardoso. Uma manifestação de antiviolência e antirracismo.
Estudantes angolanos unem-se aos estudantes brasileiros da Educafro, e chamam à população em geral a participar numa frente.
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Reuniões foram marcadas, para a preparação do ato do 30ª.dia do falecimento da jovem Zulmira assassinada por racistas.
Zulmira? Presente! ZULMIRA SOMOS NÓS.
Justiça! Quando? JÁ!
Texto Hugo Ferreira
Fotos Jô Muniz / Hugo Ferreira

domingo, 13 de maio de 2012

Idéia enorme paixão

 

Quando morrer

não irei para o céu

não sou manso

nem pacífico

não viro a face

para o segundo bofetão

ergo o punho fechado

na boca palavrão

Como tenho lealdade

uma idéia enorme paixão

luto como oprimido

penso e medito

quando morrer

irei pró quilombo

e lá me dirão

chegou outro irmão

Ciclo Negras Palavras - 1978

Homenagem à Eduardo de Oliveira e Oliveira

Homenagem ao companheiro Eduardo de Oliveira e Oliveira, intelectual “militante negro e incansável disseminador da cultura negra no país e no exterior”.

( Inventário analítico da Coleção EDUARDO DE OLIVEIRA E OLIVEIRA” Vera A. Lui Guimarães e Maria Cristina P. Innocentini Hayashi da Universidade Federal de São Carlos).

Eduardo de Oliveira e Oliveira Eduardo de Oliveira e Oliveira.

Em 1.978 comemoravam-se os Noventa Anos da Abolição da Escravidão. A forma comum era ”Concursos de Bonequinhas do Café” e outros títulos bizarros. No Largo Paiçandú em São Paulo, ao lado da Igreja, erguia-se palanques para os representantes da “burguesia” da “Comunidade Negra” receberem o Governador (nomeado pela Ditadura Militar) e altas autoridades.
Eduardo de Oliveira e Oliveira brilhante sociólogo e militante negro, organizou vários eventos em comemoração onde militantes novos e antigos (desde os jornalistas da “Imprensa Negra” e os integrantes da Frente Negra Brasileira. Nesses debates mostravam-se uma realidade diferente da apresentada nos palanques da Ditadura Militar.
Através desses contatos de militantes de várias gerações, jovens universitários negros, uniram-se. Com um sentido de continuidade, de uma luta pela libertação de um povo escravizado, não de um povo de escravos submissos. Relatos de rebeldia, ação organizada, formação de partidos políticos (A Frente Negra transformada em Partido Político foi fechada em 1937 pela Ditadura do Estado Novo).
Várias ações surgiram no ano de 1.978 o “Movimento Unificado Contra a Discriminação Racial”, transformado em “Movimento Negro Contra a Discriminação Racial”, com visões de “Frente aberta de entidades”, depois uma entidade Movimento Negro Unificado – MNU.
Os “Cadernos Negros” coletâneas de literatura, lançando um livro por ano até hoje. Iniciativas persistentes, resistente, libertárias e vivas.
Iniciadas com as atividades do brilhante sociólogo, acadêmico e militante negro Eduardo de Oliveira e Oliveira. Eduardo juntava a academia com militância. Elegante, hábil debatedor, amigo e companheiro.
Eduardo de Oliveira e Oliveira, “o sociólogo” morreu tragicamente em 1.980.
... “mulato e brasileiro”, é encontrado morto em seu apartamento em completo estado de inanição auto-infligida. Reconhecido pelos seus colegas como talentoso e polêmico.
- Modernidade, identidade e suicídio: o “judeu” Stefan Zweig e o “mulato”. Eduardo de Oliveira e Oliveira. Monica Grin.
“Se isso é verdade, a história do mundo é a história, não de
indivíduos, mas de grupos, não de nações, mas de raças
(...)”.
W.E.B. Du Bois, 1897

Por que uma homenagem com visões acadêmicas? E não uma crônica, ou conto?
Ontem uma pesquisadora acadêmica, afirmava em um debate de forma sutil, que o movimento negro de São Paulo, seguia os conselhos das palavras do Padre Vieira, e tinham uma visão conformada sobre a discriminação.

“O que haveis de fazer é consolar-vos muito com estes exemplos, sofrer com muita paciência os trabalhos do vosso estado, dar muitas graças a Deus pela moderação do cativeiro a que vos trouxe, e, sobretudo, aproveitar-vos dele para o trocar pela liberdade e felicidade da outra vida, que não passa, como esta, mas há de durar para sempre (VIEIRA)”
“não há trabalho, nem gênero de vida no mundo mais parecido à cruz e paixão de Cristo, que o vosso em um destes engenhos” (Vieira).
Outro religioso, um frei hoje nos mostra com sua prática outra realidade do cidadão brasileiro afrodescendente.
Ao Eduardo de Oliveira de Oliveira que nos mostrava o caminho em 1978, e ao Frei David Santos caminhante dos dias de hoje, abridor de trilhas e estradas minhas homenagens:

IDÉIA ENORME PAIXÃO

Quando morrer
não irei para o céu
não sou manso
nem pacífico
não viro a face
para o segundo bofetão
ergo o punho fechado
na boca palavrão
Como tenho lealdade
uma ideia enorme paixão
luto como oprimido
penso e medito
quando morrer
irei pró quilombo
e lá me dirão
chegou outro irmão

Ciclo Negras palavras - 1 978 - Hugo Ferreira

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Cotas DEM X Unb = Sustentação Oral

 

 

Duas advogadas fizeram a sustenção oral

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Procuradora Roberta Kauffman defensora do DEM

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Dra. Indira Ernesto Silva Quaresma advogada da UnB

Após falaram entidades envolvidas na questão dois foram as defensoras da proposta do DEM

Defensores do DEM

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Juliana Ferreira Correia - MPMB (Movimento Pardo-Mestiço Brasileiro)

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Wanda Maria Gomes Siqueira, do Instituto de Deireito Público e Defesa Comunitária Popular (Idep).

Favoráveis a UnB, vários setores da sociedade uniram-se para defender a constitucionalidade da medida da UnB

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Luís Inácio Adams Advogado-Geral da União

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Ophir Cavalcante presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)

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Defensor Público-Geral da União, Haman Tabosa Córdova

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Hédio Silva Jr. da Conectas

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Márcio Thomaz Bastos representando a Associação Nacional dos Advogados Afrodescendentes.

STF 009

Único dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) a votar na sessão desta quarta-feira (25), o relator da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 186), ministro Ricardo Lewandowski, julgou totalmente improcedente o pedido feito pelo Partido Democratas (DEM) contra a política de cotas étnico-raciais para seleção de estudantes da Universidade de Brasília (UnB). A sessão continuará amanhã (26), a partir das 14h, quando os demais ministros do STF deverão proferir seus votos.

Frase da Defensora da UnB

 

Durante a sustenção oral a advogada da UnB afirmou:

“A comunidade negra precisa urgentemente de personalidades emblemáticas.

O negro só tem ascensão social forte no futebol, na música e no narcotráfico”

Indira  Ernesto Silva Quaresma - Defensora da UnB

“A comunidade negra precisa urgentemente de personalidades emblemáticas. O negro só tem ascensão social forte no futebol, na música e no narcotráfico” Indira Quaresma

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Cotas raciais nas universidades no STF


Sustentações orais no primeiro dia 25/4/12

STF 013

Sustenção do DEM

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Advogada do DEM, Roberta Kaufamann “...discutir qual a melhor forma de se integrar a população negra no Brasil de hoje”. No Brasil segundo a dra. Roberta há “certa discrinação social”. Condenou na UnB os “chamados tribunais secretos” que decidem quem é ou negro para fins das cota étnica racial.

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A advogada Indira Quaresma falou em nome da UnB, como negra afirmou “ser negro no Brasil ainda é motivo para ser alijado das melhores oportunidades” onde “não existe democracia racial”. E não enfrentar a questão é uma das razões do fracasso de integração do negro na sociedade. As cotas nas universidades combatem o racismo silencioso existente no Brasil e constado na “ausência de negros em atividades e postos de destaque na sociedade”.

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O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams representando o Governo Federal, constatou que as políticas afirmativas referentes aos afrodescendentes não são “discriminação biológica”, e sim uma questão cultural. O s princípios constitucionais e legais relativos à igualdade racial incluem a “integração de todos os brasileiros”.

STF 031


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Deborah Duprat Vice-Procuradora –Geral da República. Afirmou que a Constituição de 1988 trata de ações afirmativas com relação a mulheres e deficientes. Estender o principio constitucional de igualdade onde sejam necessárias ações afirmativas, “para superação de desigualdades “nas nossas praticas sociais e instituições” no “mito da democracia racial”.

quinta-feira, 22 de março de 2012

COMO CONSEGUIMOS SOBREVIVER?

Rolemãs

Pensando bem, é difícil acreditar que estejamos vivos até hoje!
Quando éramos pequenos, viajávamos de carro, sem cintos de segurança, sem ABS e sem air-bag!
Os vidros de remédio ou as garrafas de refrigerantes não tinham nenhum tipo de tampinha especial... Nem data de validade...
E tinham também aquelas bolinhas de gude... Que vinham embaladas sem instrução de uso.
A gente bebia água da chuva, da torneira e nem conhecia água engarrafada!
Que horror!
A gente andava de bicicleta sem usar nenhum tipo de proteção...
E passávamos nossas tardes construindo nossas pipas ou nossos carrinhos de rolimã.
A gente se jogava nas ladeiras e esquecia que não tinha freios até que não déssemos de cara com a calçada ou com uma árvore...
E depois de muitos acidentes de percurso, aprendíamos a resolver o problema... SOZINHOS!
Nas férias, saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo; nossos pais às vezes não sabiam exatamente o perigo.
Não existiam os celulares! Incrível!
A gente procurava encrenca. Quantos machucados, ossos quebrados e dentes moles dos tombos!
Ninguém denunciava ninguém... Eram só "acidentes" de moleques: na verdade nunca encontrávamos um culpado. Você lembra destes incidentes: janelas quebradas, jardins destruídos, as bolas que caíam no terreno do vizinho ???
Existiam as brigas e, às vezes, muitos pontos roxos... E mesmo que nos machucássemos e, tantas vezes, chorássemos, passava rápido; na maioria das vezes, nem mesmo nossos pais vinham a descobrir...
A gente comia muito doce, pão com muita manteiga... Mas ninguém era obeso...
No máximo, um gordinho saudável... Nem se falava em colesterol...
A gente dividia uma garrafa de suco, refrigerante ou até uma cerveja escondida, em três ou quatro moleques, e ninguém morreu por causa de vermes!
Não existia o Playstation, nem o Nintendo... Não tinha TV a cabo, nem videocassete, nem Computador, nem Internet...
Tínhamos, simplesmente, amigos!
A gente andava de bicicleta ou a pé. Íamos a casa dos amigos, tocávamos a campainha, entrávamos e conversávamos...
Sozinhos, num mundo frio e cruel... Sem nenhum controle!
Como sobrevivemos?
Inventávamos jogos com pedras, feijões ou cartas...
Brincávamos com pequenos monstros: lesmas, caramujos, e outros animaizinhos, mesmo se nossos pais nos dissessem para não fazer isso!
Os nossos estômagos nunca se encheram de bichos estranhos! No máximo, tomamos algum tipo de xarope contra vermes e outros monstros destruidores... aquele cara com um peixe nas costas...(um tal de óleo de fígado de bacalhau).
Alguns estudantes não eram tão inteligentes quanto os outros, e tiveram que refazer a segunda série... Que horror!
Não se mudavam as notas e ninguém passava de ano, mesmo não passando.
As professoras eram insuportáveis! Não davam moleza... Os maiores problemas na escola eram:chegar atrasado, mastigar chicletes na classe ou mandar bilhetinhos falando mal da professora, correr demais no recreio ou matar aula só pra ficar jogando bola no campinho...
As nossas iniciativas eram "nossas", mas as conseqüências também!
Ninguém se escondia atrás do outro...
Os nossos pais eram sempre do lado da Lei quando transgredíamos as regras!
Se nos comportávamos mal, nossos pais nos colocavam de castigo e, incrivelmente, nenhum deles foi preso por isso!
Sabíamos que quando os pais diziam "NÃO", era "N Ã O".
A gente ganhava brinquedos no Natal ou no aniversário, não todas as vezes que ia ao supermercado... Nossos pais nos davam presentes por amor, nunca por culpa...
Por incrível que pareça, nossas vidas não se arruinaram porque não ganhamos tudo o que gostaríamos, que queríamos...
Esta geração produziu muitos inventores, artistas, amantes do risco e ótimos "solucionadores" de problemas... Nos últimos 50 anos, houve uma desmedida explosão de inovações, tendências...
Tínhamos liberdade, sucessos, algumas vezes problemas e desilusões, mas tínhamos muita responsabilidade...
E não é que aprendemos a resolver tudo!!! E sozinhos... Se você é um destes sobreviventes... PARABÉNS!!! VOCÊ CURTIU OS ANOS MAIS FELIZES DE SUA VIDA...

Luís Fernando Veríssimo