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quinta-feira, 23 de maio de 2013

40 acres e uma mula

40 acres e uma mula se refere à política de curta duração, durante os últimos estágios da guerra civil americana, durante 1865, de prestação de terra arável para negros libertos (ex-escravos), libertos como resultado do avanço dos exércitos da União no território anteriormente controlada pela Confederação , particularmente o general William Sherman.
40 acres de terra uma mula
40 hectares de terra e uma mula, de Robert N. Dennis coleção de visão estereoscópica.
As ordens especiais do general Sherman, emitidas em 16 de janeiro de 1865, previa a terra, enquanto alguns de seus beneficiários também receberam mulas do Exército, para uso na lavoura. Tais parcelas foram popularmente conhecidos como " Blackacres " acres negros
William Sherman fita luto
Sherman em maio de 1865. A fita preta de luto no braço esquerdo é para o presidente Lincoln . Retrato por Mathew Brady .
As ordens de campo especiais emitidos por Sherman nunca tiveram a intenção de representar uma política oficial do governo dos Estados Unidos no que diz respeito a todos os ex-escravos e foram emitidos "ao longo da campanha para garantir a harmonia de ação na área de operações". As ordens de Sherman especificamente atribuídos no Sul "as ilhas de Charleston , os campos de arroz abandonados ao longo dos rios de 30 milhas de distância do mar, e do país na fronteira com o rio St. Johns , Flórida . Rufus Saxton , um abolicionista de Massachusetts, foi nomeado por Sherman para supervisionar o assentamento dos escravos libertos. Em junho de 1865, cerca de 10.000 escravos libertos foram assentados em 400 mil hectares (160 mil ha) na Geórgia e Carolina do Sul .
Após o assassinato do presidente Abraham Lincoln , seu sucessor, Andrew Johnson , revogou as Ordens de Sherman e retornou a terra a seus proprietários brancos anteriores. Devido a isso, a frase "40 acres e uma mula" tem vindo a representar o fracasso de políticas de reconstrução na restauração para os afro-americanos dos frutos do seu trabalho.
Fonte Wikipédia
tradução Hugo Ferreira








terça-feira, 21 de maio de 2013

Um quilombo abolicionista no Leblon

Os quilombos abolicionistas foram um modelo diferente de resistência à escravidão. Seus integrantes organizavam-se perto dos grandes centros, eram liderados por personalidades públicas com bom trânsito entre fugitivos e sociedade, e ainda interferiam no jogo político.
O primeiro quilombo abolicionista conhecido pela história brasileira, membro ativo na luta pela extinção imediata do sistema escravista, deu origem ao que hoje é o bairro do Leblon, metro quadrado mais caro da cidade.
Restos do Quilombo do Leblon
Restos do Quilombo do Leblon aproximadamente 1936
Antiga fortaleza do quilombo do Leblon, o Clube Campestre Guanabara representa atualmente o berço de um dos capítulos mais secretos do abolicionismo no Brasil: nele eram cultivadas as camélias, plantas então raras e indicativas do apoio declarado aos ideais de liberdade e igualdade.
AS CAMÉLIAS DO LEBLON E A ABOLIÇÃO DA ESCRAVATURA - Uma investigação de história cultural
Livro de  Eduardo Silva
As Camélias do Leblon
Os quilombos abolicionistas foram um modelo diferente de resistência à escravidão. Seus integrantes organizavam-se perto dos grandes centros, eram liderados por personalidades públicas com bom trânsito entre fugitivos e sociedade, e ainda interferiam no jogo político.
O quilombo do Leblon foi uma comunidade desse tipo. A idéia de escrever o ensaio ocorreu a Eduardo Silva quando o historiador caminhava pelo jardim da Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro, e notou a existência de três pés de camélia. O achado trazia novo sentido a um texto do próprio Rui Barbosa, lido pouco antes, em que a flor era apresentada como símbolo da resistência à escravidão.
O passo seguinte foi a própria descoberta do quilombo do Leblon. Seu líder, o fabricante de malas José de Seixas Magalhães, era um imigrante português que mantinha boas relações com figuras centrais do movimento abolicionista, entre elas Rui Barbosa, José do Patrocínio, André Rebouças e até a princesa Isabel.
Escrito com a agilidade de uma reportagem, esse ensaio de história cultural desvenda os elos desconhecidos entre a campanha política e o movimento social negro. Além disso, revela um modelo diferente de resistência ao sistema escravocrata: o "quilombo abolicionista", um tipo de comunidade que permite uma nova - e mais abrangente - compreensão desse momento - chave da história do Brasil.

Eduardo Silva as camélias
O autor, Eduardo Silva nasceu no Rio de Janeiro, em 1948. Doutorou-se em história no University College London, na Inglaterra. É pesquisador do Setor de História da Fundação Casa de Rui Barbosa, no Rio de Janeiro.
Link do trabalho
http://www.casaruibarbosa.gov.br/dados/DOC/artigos/o-z/FCRB_EduardoSilva_Camelias_Leblon_abolicao_escravatura.pdf