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quarta-feira, 26 de junho de 2013

O Apartheid na África do Sul

O ex-presidente Nelson Mandela foi o grande nome do fim do apartheid na África do Sul. Mas o que foi o apartheid? Sustentado pela ideia da supremacia branca, o apartheid foi um regime de segregação racial estabelecido após as eleições gerais de 1948, quando o Partido Nacional Reunido e o Partido Africâner venceram com a promessa de acentuar a separação entre brancos e negros - herança do período colonial de ocupação holandesa e britânica. As legendas formaram o Partido Nacional, que governaria o país até 1994, quando Mandela chegou à presidência.
Mandela antes da prisão
Mas até Madiba (apelido de Mandela) levar o seu partido, o Congresso Nacional Africano, ao poder a maioria negra da África do Sul viveu anos impossibilitada de uma cidadania plena.
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Segregação cotidiana Até 1950, o Partido Nacional já havia banido o casamento interracial e proibido sul-africanos brancos e negros de manterem relações sexuais. No entanto, as bases para o regime do apartheid -  separação em africâner - seriam instituídas naquele ano com a entrada em vigor da Lei de Registro Populacional, que obrigou os cidadãos a serem classificados entre quatro raças oficiais: bantu (africanos negros), mestiços, brancos e asiáticos (cidadãos de origem indiana e paquistanesa).
Os cidadãos não brancos acima de 18 anos eram obrigados a portar um cartão de identidade que os identificasse por raça para circularem em áreas restritas sob o risco de serem presos caso não o fizessem. Em seguida, uma nova lei estipulou que agrupamentos de pessoas não poderiam contar com múltiplas raças, o que levou a uma reconfiguração populacional baseado em deslocamentos forçados.
Além disso, leis agrárias deram à minoria branca - em torno de 20% da população da época - cerca de 80% das terras do país, além de quase a totalidade das terras férteis e dos recursos naturais. Foram banidas as principais organizações de negros, com o partido Congresso Nacional Africano (CNA) e múltiplos sindicatos, bem como a participação eleitoral dos bantus. Ou seja, os negros sul-africanos não tinham direito de votar, muito menos de se candidatar.
Os serviços públicos foram divididos entre cada uma das raças, o que levou os brancos a terem educação e saúde de primeiro mundo e o restante da população a serviços precários. Como resultado dessas e de outras restrições, o contato entre as raças se limitou ao mínimo necessário e, na prática, somente os trabalhadores negros tinham contato com seus patrões brancos.
Pátrias bantus
O segregacionismo ainda viria a ser intensificado durante em 1959, no governo do primeiro-ministro Hendrik Verwoerd, com sua política de desenvolvimento separado e o ato de autogoverno, que criou dez pátrias independentes para os bantus, que ficariam conhecidos como bantustões. 

Africa do Bantustões 
Todos os negros sul-africanos foram designados como cidadãos de uma dessas áreas. O sistema supostamente dava aos negros totais direitos políticos em seus territórios, mas retiravam deles os direitos na África do Sul. No fundo, a iniciativa queria prevenir que os negros se unificassem em uma organização nacionalista. Com isso, mais de 3,5 milhões de pessoas foram removidas à força de suas casas e transferidas para suas novas pátrias.
Em 1976, crianças negras de Soweto - reduto da maioria oprimida nos arredores de Johanesburgo - foram alvejadas com balas de borracha e gás lacrimogêneo quando protestavam contra o ensino da língua africâner. À repressão segiu-se uma onda de protestos e mais violência contra os negros, fato que atraiu críticas da comunidade internacional e, junto de uma crise financeira, ajudou a romper com a ilusão de que o apartheid trouxe paz e prosperidade para a nação.
Pressão internacional
No mesmo ano, o Conselho de Segurança das ONU impôs um embargo à venda de armas para a África do Sul. Em 1985, o Reino Unido e os Estados Unidos impuseram sanções econômicas ao país. A África do Sul também era impedida de participar dos maiores eventos esportivos mundiais, como os Jogos Olímpicos e a Copa do Mundo de futebol, o que reforçava o isolacionismo do país.

No final de década de 1980, durante o governo de Pieter Botha, o Partido Nacional tentou reformar o regime, abolindo a proibição de casamentos interraciais e a obrigatoriedade dos negros de apresentarem permissões para circular no país.
As tímidas mudanças, no entanto, levaram Botha a renunciar em favor de Frederik de Klerk, que logo viria a repelir a Lei de Registro Populacional e grande parte do suporte legal do regime do apartheid. Em 2 de fevereiro de 1990, De Klerk anuncia que o fracasso do apartheid e põe fim às proibições dos partidos, incluindo o CNA. Nove dias mais tarde, Nelson Mandela deixava a prisão após 27 anos encarcerado.
Mandela e De Klerk
Mandela e De Klerk lideraram um período de negociações que enterrou as bases legais do sistema e para garantir uma transição pacífica do país. Uma nova Constituição entrou em vigor em 1994. As eleições do mesmo ano culminaram com a vitória de Nelson Mandela e a um governo de coalizão da maioria não branca, encerrando oficialmente o sistema do apartheid.
fontes: noticias.terra.com.mundo
         Mubi mubi.com
         http://multipolarfuture.com















terça-feira, 11 de junho de 2013

VIVA o Acarajé foi liberado!

Acarajé que será vendido na Arena Fonte Nova durante a Copa custará R$ 8
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Baianas receberão treinamento especializado para atender o público na Copa
Foto: Alessandra Lori/Secopa-BA
Mellyna ReisDo NE10/Bahia
A Secretaria Estadual para Assuntos da Copa do Mundo 2014 (Secopa-BA) apresentou nesta sexta-feira (7) os detalhes sobre o esquema da venda de acarajés dentro da Arena Fonte Nova, em Salvador, durante a Copa das Confederações. Patrimônio imaterial tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacionalradicional (Iphan), o quitute tradicional na Bahia será vendido a R$ 8 com camarão e R$ 6 sem o crustáceo.
O anúncio foi feito no Hotel Portobello, em Ondina, com a presença da Associação Nacional das Baianas de Acarajé (Abam), da Secrataria Municipal da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014 (Ecopa), patrocinadores e representantes da Arena. Seis baianas e os respectivos auxiliares, totalizando 32 pessoas, atuarão em uma área especialmente criada para as equipes dentro da área do 'Commercial Display', onde estarão as marcas que patrocinam o torneio.
LEIA MAIS:
» Fifa libera venda de acarajés na Copa das Confederações

O local é anterior a passagem do torcedor pelas catracas do estádio, cujo acesso é liberado apenas para quem tiver ingresso em mãos. Os torcedores também serão liberados a entrar no estádio com acarajé, mas as bebidas só poderão ser levadas em copos plásticos. O investimento estimado para a construção das estruturas onde as vendedoras serão acomodadas é de R$ 20 mil e será custeado pelos próprios patrocinadores do evento.

» Confira o vídeo da maquete do local onde ficarão as baianas de acarajé:

"Estamos consolidando um trabalho iniciado há vários meses. Agora, está garantido a presença deste grande patrimônio da Bahia na Copa. As baianas não só estarão presentes, como serão instaladas no melhor espaço disponível", destacou Isaac Edington, secretário municipal da Copa.
Na próxima semana, as baianas e equipes participarão de um treinamento que será oferecido pelo Senac sobre manipulação de alimentos, higiene pessoal e atendimento ao público, para garantir a qualidade e o padrão do atendimento. Além da capacitação, os técnicos do Senac farão duas visitas para observar a atuação no ponto de venda e o local de preparação dos produtos.

Turistas poderão conferir os cardápios em inglês e espanhol (Foto: Secopa-BA/divulgação)
Um cardápio em português, inglês e espanhol foi desenvolvido pelo Sebrae com o apoio da Abam, onde traduzem os ingredientes e quitutes que serão vendidos. Para evitar acidentes, as baianas utilizarão fogão. Serão oferecidos ao público acarajé, abará (cujo preço será o mesmo do acarajé), bolinho de estudante, cocadas e passarinha. O valor corresponde às despesas das baianas com os produtos e a equipe de auxiliares.
Segundo a presidente da Associação, Rita Santos, das seis profissionais escolhidas para trabalhar na Copa, três já atuavam na antiga Fonte Nova e as demais estiveram envolvidas no movimento para garantir a presença do acarajé na Arena. "Já ganhamos essa primeira batalha, mas nossa luta continua, porque agora queremos que as baianas também possam vender seus quitutes nos jogos dos campeonatos estadual e nacional", comentou.

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Fonte UOL




sexta-feira, 7 de junho de 2013

Revelando a presença Africana na Europa

Uma exposição ocorrida  no Museu de Arte Walters, em Baltimore, MD
de 14 de outubro de 2012,  à 21 de janeiro de 2013.
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Revelando a presença Africana na Europa renascentista, uma exposição sem precedentes, explora o mundo da arte renascentista na Europa para trazer à vida a presença Africana escondida em seu meio.
Durante o primeiro semestre de 1500, a África tornou-se um foco de atenção europeia, não ocorrendo desde o tempo do Império Romano. A sede europeia para novos mercados já em meados dos anos 1400 dirigiu os Portugueses (e, posteriormente, o Ingleses e Holandeses) para explorar a criação de novas rotas de comércio ao longo da costa oeste da África e, na virada do novo século, no Oceano Índico . Ao mesmo tempo, a expansão do Império Otomano, no Norte da África trouxe os turcos em conflito militar e político com os interesses europeus. Estes elementos, juntamente com a importação de africanos capturados como escravos, principalmente da África Ocidental, cada vez mais suplantando o comércio de escravos de origem eslava (povos indo-europeus Búlgaros, Macedônios, Montenegrinos, Russos, Sérvios), resultou em uma presença Africana crescente na Europa.
Annibale Carracci (atribuído) Serva Preta (fragmento de maior retrato), ca. 1580
Annibale Carracci (atribuído) Serva Preta (fragmento de maior retrato), 1580
A primeira metade da exposição de cerca de 75 obras explora o histórico circunstâncias, bem como as convenções de exotismo que constituíram o prisma da "África", através do qual os indivíduos foram inevitavelmente percebidos. No segundo semestre, a atenção se desloca para os indivíduos, com foco em retratos.
Jacopo da Pontormo. Retratro Maria Salviati de Medici and Giulia de Medici, 1539,The Walters Art Museum, Baltimore
Jacopo da Pontormo. Retratro de Maria Salviati de Medici e Giulia de Medici, 1539,The Walters Art Museum, Baltimore
Estas imagens frequentemente muito sensíveis sublinhado o papel da arte em trazer pessoas do passado para a vida. Enquanto alguns africanos jogado respeitados, papéis públicos, os nomes da maioria dos escravos e homens e mulheres libertos são perdidas. Reconhecendo os vestígios de sua existência é uma maneira de restaurar a sua identidade.
Alemão ou flamengo. Retrato homem negro rico, 1540  Antuérpia.
Alemão ou flamengo. Retrato de homem negro rico, 1540  Antuérpia.
Como servos, filhos mestiços, ou ricos a presença negra se fazia presente na Europa.
fonte Walters Art Museum in Baltimore