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quinta-feira, 6 de junho de 2013

Nóis é Jeca?

Nos tempos de Facebook, celulares com vídeos, máquinas fotográficas, conexão 4G Plus, como melhor transmitir uma idéia, um sentimento?
“Nóis é Jeca, mais é Jóia” de Juraildes da Cruz traz uma resposta, (Aurora do Norte- Tocantins , 23 de novembro de 1954), é um cantor e compositor tocantinense. É um sertanejo, não apenas por modismo, mas daquele que canta com a simplicidade trazida do berço e muito bem guardada no coração. Faz parte de uma linha de cantadores que traz no seu cantar os autênticos valores da cultura regional, aprendidos na linguagem, hábitos e costumes do povo.
Essa música em 1998 ganhou o “Prêmio SHARP” hoje chamado de “Prêmio de Música Brasileira, na categoria de melhor música regional.
Traz uma profunda crítica social, de uma forma alegre e divertida. Uma resposta ao Eurocentrismo ou “americanização”. Lição de casa para blogueiros e produtores de contéudo da internet.

Nóis é Jeca mais é Jóia

Juraildes da Cruz

“Andam falando que nóis é caipira
Que nossa onda é montar a cavalo
Que nossa calça é amarrada com imbira
Que nossa valsa é briga de galo
Andam dizendo que nóis é butina
Mais nóis num gosta de tramóia
Nóis gosta é das menina
Nóis é jeca mais é jóia
Mais nóis num gosta de jibóia
Nóis gosta é das menina
Nóis é jeca mais é jóia
Se farinha fosse americana, mandioca importada
Banquete de bacana era farinhada
Andam falando que nóis é caipira
Que nóis tem cara de milho de pipoca
Que nosso rock é dançar catira
Que nossa flauta é feita de taboca
Nóis gosta é de pescar traíra
Vê a bichinha gemendo na vara
Nóis num gosta de mintira
nóis tem vergonha na cara
Nóis gosta é de pescar traíra
Vê a bichinha chorando na vara
Nóis num gosta de mintira
nóis tem vergonha na cara
Se farinha fosse americana, mandioca importada
Banquete de bacana era farinhada
Andam falando que nóis é caipora
Que nóis tem que aprender ingleis
Que nóis tem que fazê sucesso fora
Deixa de bestaje, nóis nem sabe o portugueis
Nóis somo é caipira pop
Nóis entra na chuva e nem móia
Meu I love you, nóis é jeca mais é jóia
Nóis somo é caipira pop
Nóis entra na chuva e nem móia
Meu I love you, nóis é jeca mais é jóia.”

Quando se escrevia Brasil com z

 
Muitas vezes quando se pensa em mostrar a perda das características nacionais em função da influência estrangeira se escreve BRAZIL. Mas antigamentes se escrevia Brazil.
MOEDAS ANTIGAS Brasil 200
Os famosos “200  Réis” qie foi cantado na música Fim de Feira.
Letra Fim de Feira
Sereno / Nei Lopes
“Quem vai querer, quem vai querer?
Custa só duzentos réis
Paga um, leva dez. paga um leva dez…”

 
Nos anos cinquenta usavam-se muitas moedas. Muitas antigas com a grafia de “Brazil”. Minha mãe dona Jadyr tinha uma coleção de moedas, guardada numa caixa de madeira. Garoto ficava separando, por datas, tipos.
Houve mudanças ortográficas disputas de Portugal e Brasil sobre o idioma português. O falar brasileiro era questionado se não era a “Língua Brasileira”.
Porque "Brasil" não se escreve com "Z"; porque existe o "Ç" se o "S" aparentemente tem a mesma função?
Uma carta de um leitor na Revista Veja de setembro de 2004 ainda discutia a questão:
“Brasil com S
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Sobre o quadro "Brasil, Brazil" (25 de agosto), o leitor Geraldo Pedrosa dos Santos, de João Pessoa, na Paraíba, escreveu: "Acredito que houve um lapso na afirmação de que o Brasil só padronizou a grafia do próprio nome com S em 1943". Geraldo cita o acordo entre a Academia Brasileira de Letras e a Academia das Ciências de Lisboa, de 1931, que resultou no Decreto nº 20108, de 15 de junho, assinado pelo presidente Getúlio Vargas. O professor José Willemann, da UniCEUB, confirma o que diz o leitor e ilustra melhor o caso. Embora a Academia Brasileira de Letras fosse contra, o Código Civil de 1916 já grafara Brasil com S, "consubstanciando a forma usada nas leis portuguesas do século XVI e mais de acordo com a etimologia", ensina Willemann (Código Civil de 1916: Brasil por Brazil). "Em 1931 ainda permanecia a dúvida: Brasil ou Brazil? O Acordo Ortográfico Luso-Brasileiro, aprovado pelo Decreto nº 20108, resolveu-a com a seguinte regra: 'Fixar a grafia usualmente dubitativa das seguintes palavras, seus derivados e afins: Brasil e não Brazil (...)' ", escreveu Willemann.
http://veja.abril.com.br/080904/cartas.html
Fim de Feira com Alcione